quarta-feira, 6 de julho de 2016


Os Livros apócrifos (grego: απόκρυφος; latim: apócryphus; português: oculto[1] ), também conhecidos como Livros Pseudocanônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo por serem escritos após o I século e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico.

O termo "apócrifo" foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo. São livros que, segundo a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do cânon da religião que se professa.

A consideração de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião.[2] Por exemplo, alguns livros considerados canônicos pelos católicos são considerados apócrifos pelos judeus e pelos evangélicos (protestantes). Alguns destes livros são os inclusos na Septuaginta por razões históricas ou religiosas.[3] A terminologia teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do grego, deutero significando "outro").[4] Destes fazem parte os livros de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o dragão.

Os apócrifos são cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação e profecias apocalípticas. Além dos que abordam a vida de Jesus ou de seus seguidores, cerca de 50 outros contêm narrativas ligadas ao Antigo Testamento.

Abaixo há alguns dos Apócrifos editados em vídeos-textos.



Evangelho Apócrifo de Maria Madalena

O Evangelho de Maria Madalena tem muito a contribuir com os estudos recentes sobre as origens do cristianismo. Com grande probabilidade, estamos diante de um texto fundador do cristianismo. Ele chegou até nós através de um manuscrito grego datado, provavelmente no ano 150 da Era Comum (E.C.), e na sua tradução para o copta saídico (língua usada no Egito), no século V da E.C. O texto está organizado em forma de páginas, das quais nos faltam as de número 1 a 6 e 11 a 14. 


Vídeo Texto
Evangelho de Maria Madalena




Evangelho Apócrifo Sophia de Jesus

A chamada "Sophia" teve seu texto encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi (em duas cópias, III,3 e V,1), descoberta em 1945 no alto Egito, e também presente no Códex de Berlim - encontrado no séc. XIX. Foi dirigido a uma assembléia que já conhecia o gnosticismo. Este texto foi reelaborado no séc. II d.C., na Escola de Valentino, a partir de 'Epístola de Eugnostos', que tem um conteúdo de gnosticismo mais egípcio. Esta última - séc. I a.C. - é uma carta formal, mais curta e direta, escrita por um Instrutor a seus discípulos, também encontrada em Nag Hammadi


Video-book
Apócrifo Sophia de Jesus 



Apócrifo - Declaração José de Arimatéia 

Declaração de José de Arimatéia, que processou o corpo do Senhor, contendo as causas dos dois ladrões crucificados ao lado de Jesus.

Video Texto
Apócrifo de José de Arimatéia




Apócrifo Cartas de Pilatos

Após a crucificação de Jesus, todos os envolvidos no julgamento injusto contra Jesus Cristo, foram perseguidos e condenados pelo Imperador romano César Augusto, incluindo Pôncio Pilatos, Herodes e Caifás.

Video Texto
Apócrifo Cartas de Pilatos



Evangelho apócrifo de Barnabé

O Evangelho apócrifo de Barnabé é um livro representando a vida de Jesus e que alega ser de autoria de Barnabé, que neste escrito é um dos doze apóstolos.

Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de Barnabé



Evangelho Apócrifo de Judas

O Evangelho de Judas é um evangelho apócrifo, atribuído a autores gnósticos nos meados do século II, composto de 26 páginas de papiro escrito em copta dialectal. Conta a versão de Judas Iscariotes sobre a crucificação de Jesus. Pelo livro, Judas supostamente traiu Jesus apenas para cumprir um mandamento do próprio Salvador.

Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de Judas




Evangelho Apócrifo de Filipi

O Evangelho de Filipe constitiui um dos livros apócrifos da biblioteca de Nag Hammadi; à semelhança do Evangelho de Tomé, é um evangelho de ditos, ou seja, uma colecção de sentenças encerrando grande sabedoria, atribuídas a Jesus.
O texto constituiu um importante documento para as comunidades gnósticas. Foi descoberto no deserto egípcio em 1945, entre um conjunto de vários documentos gnósticos, conhecidos como biblioteca de Nag Hammadi (do nome do sítio arqueológico onde foram descobertos).

Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de Filipi




Evangelho Apócrifo de Bartolomeu

Jerônimo e Epifânio citam o Evangelho de Bartolomeu, onde se registra a conversa de Bartolomeu e Cristo com Belial, começando após a Ressurreição. Adão, o Diabo, o Inferno, Enoch e Elias são mencionados ao longo da narrativa, além de Maria comentar com os apóstolos detalhes da Concepção. Bastante significativo também é o trecho onde Belial comenta sua Queda.

Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de Bartolomeu



Evangelho Apócrifo de José (São José)

Apócrifo de José, ditado pelo próprio Jesus aos seus discípulos. Escrita no Egito, por volta do século IV, chegou até os tempos atuais apenas em uma versão copta e uma outra árabe, com algumas poucas diferenças. Neste texto, o Senhor Jesus conta a história de José, o carpinteiro, cujo ofício era o de manufaturar arados e cangas. Fala de seus sentimentos, quando da aproximação da morte, avisado que foi por um anjo.

Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de José




Evangelho Apócrifo de Tomé

Alguns estudiosos acreditam que o evangelho Pseudo-Tomé é uma continuação da narrativa da infância de Jesus a partir do ponto onde a narrativa termina no Proto-Evangelho de Tiago. Ele faz um relato sobre a vida de Jesus dos 5 aos 12 anos. Dentre as narrativas deste apócrifo, encontramos um texto onde o menino Jesus, após ser ofendido, ordena que o filho de Anás, o escriba, ficasse seco como uma árvore, matando-o sem piedade. Estas e outras narrativas fabulosas sobre a infância de Jesus foram decisivas na classificação desta obra como um apócrifo do Novo Testamento.


Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de Tomé




Evangelho Apócrifo de Pedro

O Evangelho de Pedro foi descoberto em 1886, no Egito e, segundo os especialistas, fora escrito no século II. Hoje categorizado como apócrifo, chegou a ser utilizado em algumas igrejas cristãs primitivas, sendo inclusive aceito por Serapião de Antioquia (190-221), bispo de Antioquia. Após uma leitura detalhada, Serapião concluiu que seu teor ensinava doutrinas docéticas e mudou o parecer a respeito do livro. Além do bispo Serapião, outros pais da igreja fizeram referência ao texto: Orígenes, Eusébio de Cesareia, Jerônimo de Estridão e Teodoreto de Ciro.

Vídeo Texto
Evangelho Apócrifo de Pedro
Parte 01


Parte 02




Abaixo uma lista de  todos os Livros Apócrifos 


  •     Primeiro Livro de Adão e Eva
  •     Apocalipse de Moisés
  •     Apocalipse de Sidrac
  •     Ascensão de Isaías
  •     Assunção de Moisés
  •     Caverna dos Tesouros
  •     Epístola de Aristéas
  •     Livro dos Jubileus
  •     Martírio de Isaías
  •     Oráculos Sibilinos
  •     Prece de Manassés
  •     Primeiro Livro de Enoque
  •     Quarto Livro dos Macabeus
  •     Revelação de Esdras
  •     Salmo 151
  •     Salmos de Salomão
  •     Samuel Apócrifo
  •     Segundo Livro de Adão e Eva
  •     Segundo Livro de Enoque
  •     Segundo Tratado do Grande Sete
  •     Terceiro livro de Enoque
  •     Terceiro Livro dos Macabeus
  •     Testamento de Abraão
  •     Testamento dos Doze Patriarcas


Livros deuterocanônicos considerados apócrifos, para judeus e protestantes

    Adições em Daniel (ou nomeadamente os episódios do Salmo de Azarias e o cântico dos três jovens, a História de Susana e Bel e o dragão)


  •     Adições em Ester
  •     Baruc
  •     Eclesiástico ou Sirácida ou Ben Sirá
  •     Livro de Judite
  •     Primeiro Livro de Macabeus ou I Macabeus
  •     Segundo Livro de Macabeus ou II Macabeus
  •     Livro de Tobias
  •     Sabedoria


Escritos de Qumran


  •     A Nova Jerusalém (5Q15)
  •     A Sedutora (4Q184)
  •     Antologia Messiânica (4Q175)
  •     Bênção de Jacó (4QPBl)
  •     Bênçãos (1QSb)
  •     Cânticos do Sábio (4Q510-4Q511)
  •     Cânticos para o Holocausto do Sábado (4Q400-4Q407/11Q5-11Q6)
  •     Comentários sobre a Lei (4Q159/4Q513-4Q514)
  •     Comentários sobre Habacuc (1QpHab)
  •     Comentários sobre Isaías (4Q161-4Q164)
  •     Comentários sobre Miquéias (1Q14)
  •     Comentários sobre Naum (4Q169)
  •     Comentários sobre Oséias (4Q166-4Q167)
  •     Comentários sobre Salmos (4Q171/4Q173)
  •     Consolações (4Q176)
  •     Eras da Criação (4Q180)
  •     Escritos do Pseudo-Daniel (4QpsDan/4Q246)
  •     Exortação para Busca da Sabedoria (4Q185)
  •     Gênesis Apócrifo (1QapGen)
  •     Hinos de Ação de Graças (1QH)
  •     Horóscopos (4Q186/4QMessAr)
  •     Maldições de Satanás e seus Partidários (4Q286-4Q287/4Q280-4Q282)
  •     Melquisedec, o Príncipe Celeste (11QMelq)
  •     O Triunfo da Retidão (1Q27)
  •     Oração Litúrgica (1Q34/1Q34bis)
  •     Orações Diárias (4Q503)
  •     Orações para as Festividades (4Q507-4Q509)
  •     Os Iníqüos e os Santos (4Q181)
  •     Os Últimos Dias (4Q174)
  •     Palavras das Luzes Celestes (4Q504)
  •     Palavras de Moisés (1Q22)
  •     Pergaminho de Cobre (3Q15)
  •     Pergaminho do Templo (11QT)
  •     Prece de Nabonidus (4QprNab)
  •     Preceito da Guerra (1QM/4QM)
  •     Preceito de Damasco (CD)
  •     Preceito do Messianismo (1QSa)
  •     Regra da Comunidade (1QS)
  •     Rito de Purificação (4Q512)
  •     Salmos Apócrifos (11QPsa)
  •     Samuel Apócrifo (4Q160)
  •     Testamento de Amran (4QAm)


Outros escritos


  •     História do Sábio Ahicar
  •     Livro do Pseudo-Filon

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